quarta-feira, 29 de março de 2023

Classificação dos Seres Vivos

 Frontispício da 10ª Edição do Systema Naturae de Carl Linnaeus. Fonte: Britannica. Link: https://www.britannica.com/biography/Carolus-Linnaeus/Classification-by-natural-characters

Autora do Resumo: Mariana de Souza Calegario

Na Ciência cada ser vivo é separado em grupamentos conforme sua espécie, de forma a facilitar sua identificação.
Para possibilitar esta identificação e proporcionar uma comunicação universal, existe uma estrutura na denominação dos seres vivos compostas por dois nomes: nomenclatura binomial.

Contudo, a classificação já estava presente entre estudiosos em tempos anteriores. Aristóteles (Séc. IV a.C.), filósofo grego, classificou os animais em: aéreos, terrestres e aquáticos, usando como critério o ambiente em que viviam. Considerava ainda os animais com sangue e sem sangue; os animais úteis e nocivos. Teofrasto (Séc. IV, III a.C.), discípulo de Aristóteles, classificou as plantas em ervas, arbustos e árvores, seguindo um critério de tamanho. Avaliava, também, as úteis e as nocivas. Já Santo Agostinho (Séc. IV), teólogo e filósofo, separou os animais em úteis, nocivos e indiferentes ao homem.

Mas é com Lineu (1707 - 1778), ao publicar, em 1735  o livro Systema Naturae, onde se encontra a base classificatória que utilizamos hoje. Ele dividiu os seres vivos em categorias e níveis de classificação e atribuiu a cada um dos seres vivos uma denominação que usa dois nomes, nomenclatura conhecida como Sistema Binomial.

A língua escolhida para a nomenclatura foi o Latim, muito utilizada para a divulgação em Ciência durante muito tempo. Além disso, por ser uma “língua morta” (não ser adotada por mais nenhum país), não apresenta o inconveniente de sofrer alteração.

Taxonomia (do grego taxon, categoria, grupo e nomos, conhecimento) é o ramo da Biologia que se ocupa destas classificação e nomenclatura dos seres vivos.
As 7 principais categorias taxonômicas dos seres vivos são: Reino, Filo, Classe, Ordem, Família, Gênero e Espécie.

Para esta classificação usam-se critérios evolutivos e analisa-se, comparativamente Morfologia e Anatomia, referente ao aspecto dos seres; Fisiologia, referente à composição química e estruturas referentes à manutenção e elaboração desta composição; Embriologia, referente ao desenvolvimento embrionário; Nível celular; aspectos reprodutivos; e, atualmente, análises genéticas

Mas na Nomenclatura dos seres usa-se apenas as duas categorias de nível hierárquico mais baixo: o Gênero e a Espécie. Espécie é a unidade básica que agrupa os indivíduos com características próprias identificáveis e que, comumente, comungam reprodução natural gerando descendentes férteis com as mesmas característica. Já o Gênero corresponde a um agrupamento de espécies que possuem características morfológicas e funcionais, genômicas muito próximas, indicando a existência de ancestrais comuns.

Com isso, a Nomenclatura inicia-se com o nome do Gênero seguido da Espécie que o ser vivo pertence. Os dois termos em Latim, com o Gênero escrito co inicial em maiúsculo e a Espécie toda escrita em minúsculo.

Alguns exemplos:
Cães e lobos possuem ancestrais comuns, eles pertencem ao mesmo gênero: Canis. Mas são de espécies diferentes:
- Lobo: Canis lupus;
- Cão: Canis familiaris.

Já a mosca das frutas e a mosca comum não pertencem ao mesmos Gênero:
- Mosca das frutas: Drosophila melanogaster;
- Mosca comum: Musca domestica.

O nome da Espécie não deve ser escrito sozinho, pois especifica um grupo dentro de certo gênero. Além disso, ele pode se repetir em gêneros diferentes caracterizando espécies diferentes:
Scuticaria kautskyi e Maxillaria kautskyi, duas espécies de orquídeas distintas com o mesmo nome de Espécie, contudo o Gênero as definem como sendo espécies diferentes.

Já o nome do Gênero pode ser usado sozinho, sempre que se tiver tratando de todas as espécies daquele gênero.

Alguns outros exemplos:
- Mosquito comum: Culex pipiens;
- Mosquito da malária: Anopheles sp, o sp está secreferindo à qualquer espécie deste gênero;
- Mosquito da dengue: Aedes aegypti.

O maior felino das Américas, onça-pintada: Panthera onca.

Textos base (para saber mais):

Educabras. Classificação dos seres vivos. Link: https://www.educabras.com/enem/materia/biologia/classificacao_dos_seres_vivos/aulas/classificacao_dos_seres_vivos

Toda Matéria. O que é taxonomia e como é feita a classificação biológica. Link: https://www.todamateria.com.br/taxonomia-classificacao-biologica/

Wikipédia. Género (biologia). Link: https://www.todamateria.com.br/taxonomia-classificacao-biologica/

terça-feira, 21 de março de 2023

Carl Sagan

Carl Sagan no Very Large Array, um observatório de radioastronomia composto de 27 antenas (New Mexico, EUA; Crédito: Cosmos/Discovery) e disco de ouro da Voyager (frente e verso). Fonte: https://www.monolitonimbus.com.br/carl-sagan/

Autor do Resumo: Thomas Marins Oliveira

Carl Edward Sagan (1934-1996) foi um cientista, astrônomo, escritor e ativista norte-americano, que ficou muito conhecido pela sua série de TV, exibida em 1980, "Cosmo: uma viagem pessoal", e pelos seus mais de 20 livros de divulgação científica, trazendo suas opiniões interessantes a respeito do universo.

“Se não existe vida fora da Terra, então, o universo é um grande desperdício de espaço.”

“O que é mais assustador? A ideia de extraterrestres em mundos estranhos ou a ideia de que, em todo este imenso universo, nós estamos sozinhos?”
Em 1960, Carl se doutorou em Astronomia e Astrofísica na Universidade de Chicago.

Posteriormente, entre 1962 e 1968, trabalhou no Observatório Astrofísico Smithsonian, em Massachusetts, e, ao mesmo tempo, foi professor na Universidade de Harvard.

No contexto da guerra fria, Sagan conscientizou a opinião pública sobre os efeitos de uma guerra nuclear, quando um modelo matemático climático sugeriu que tal situação poderia desestabilizar o equilíbrio da vida na Terra. O mesmo foi coautor do artigo científico que apontava a hipótese de um inverno nuclear global como consequência de uma guerra como esta. 

O astrônomo teve participação importante no desenvolvimento de programas espaciais da NASA, sendo colaborador da mesma, e expressivamente presente nas missões de lançamento da sonda Galileu e das sondas Pioneer e Voyoger.
Carl Sagan e seu colega Frank Drake incluiram nas sondas Pioneer 10 e 11 as Placas Pioneer, que fornecem informações sobre a localização do nosso sistema solar e um diagrama com figuras humanas, para o caso delas encontrarem vida inteligente. Alguns anos após o lançamento, eles desenvolveram o Disco de Ouro Voyager, com uma mensagem mais complexa e detalhada, anexada nas sondas Voyager 1 e 2.

Sagan sempre se interessou e quis acreditar ao máximo que era uma realidade a existência de vidas fora da Terra. Porém, segundo ele, “Essa é a circunstância em que nossas esperanças podem dominar a análise minuciosa de dados.” Sendo um cientista respeitado e um grande defensor do ceticismo e do método científico, Carl nunca aceitou evidências incompletas.

"A verdade pode ser intrigante. Pode demandar algum trabalho para lidar com. Pode ser contra-intuitivo. Pode contradizer preconceitos profundamente arraigados. Pode não ser consonante com o que queremos desesperadamente ser verdade. Mas nossas preferências não determinam o que é verdade."

Carl Sagan morreu por complicações causadas pela pneumonia, aos 62 anos. Ao longo de sua vida, recebeu vários prêmios pelo seu trabalho de divulgação científica.

Textos base (para saber mais):

BBC News Brasil. O que diz a 'escandalosa' mensagem que o astrônomo Carl Sagan enviou aos extraterrestres. 4 jul 2020. Link: https://www.bbc.com/portuguese/geral-53220971

Wikipédia. Placa Pioneer. Link: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Placa_Pioneer

Silva Júnior, Joab Silas da. (publicação) Carl Sagan. Mundo Educação. Link:  https://mundoeducacao.uol.com.br/fisica/carl-sagan.htm

https://blog.insiderstore.com.br/3-reflexoes-de-carl-sagan-para-se-aplicar-no-dia-a-dia/

Wikipédia. Carl Sagan. Link: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Carl_Sagan

Pensador. As 25 melhores frases e reflexões de Carl Sagan: o astrônomo mais poético do cosmos. Link: https://www.pensador.com/melhores_frases_reflexoes_carl_sagan_astronomo_cosmos/

segunda-feira, 20 de março de 2023

 

O Caminho Percorrido pelas Feiticeiras até as Ciências atuais
 
David Teniers der Jüngere, Hexenszene (Cena da Bruxa), de 1635, Bruxela, coleção particular; crédito da imagem: Sint-Jansspital Brügge. Fonte: <https://www.feuilletonfrankfurt.de/2016/04/28/bruegel-in-bruegge-und-in-bruessel/>

Autoras do Resumo: Ana Lívia de Souza Vale, Geovana de Souza Vale

Um dos primeiros esforços da humanidade para compreender e utilizar a natureza foi através das plantas medicinais, as quais foram de extrema importância para a evolução e história da humanidade já que, além de possuírem diferentes propriedades capazes de ajudar na cura de doenças também estavam presentes em rituais religiosos de diversos povos e culturas, principalmente na Antiguidade e Idade média.

Esse período foi marcado pelo controle e limitação da Igreja sobre o conhecimento intelectual, pois a mesma tinha total influência sobre a forma de pensar e agir da população, cujo objetivo primário era Deus, e ao olhar para a natureza não buscava compreendê-la, mas sim encontrar sinais do divino. 

Assim, uma vez que o uso de plantas medicinais poderia alterar o estado físico e mental daqueles que as consumiam, a prática passou a ser vista como inimiga da ideologia cristã, já que na época ainda não era possível explicar a causa desses efeitos, juntamente de suas praticantes — em grande maioria mulheres — que foram consideradas bruxas e perseguidas por serem vistas como uma ameaça para a sociedade.

“A medicina estava limitada pela ideia de que o doente é um pecador cuja cura residia na atuação da Igreja (orações, sacramentos, exorcismos, etc)” Franco Junior (2001 p.143)

No passado, afazeres como a colheita de ervas e o cuidado com as hortas eram vistos em grande parte como tarefas femininas, desse modo o sexo feminino acabou acumulando conhecimentos diversos para o uso de plantas silvestres não apenas no preparo de alimentos, mas também em cuidados médicos passados de geração em geração por curandeiras e feiticeiras.

O desejo de resolver problemas além da saúde — amores, riquezas ou prazeres — fez com que buscassem conhecimento dos efeitos psicotrópicos dos vegetais, e o usavam na produção de poções, que continham drogas capazes de alterar o físico e mental.

Logo, podemos observar que era comum o uso de substâncias alucinógenas e sedativas nas poções, o que na época eram associados a poderes sobrenaturais, mas hoje, depois de anos de desenvolvimento científico, conseguimos explicar como sendo resultado da mistura de diferentes propriedades químicas das plantas.

Muitos detalhes sobre o preparo de tais poções foram perdidos durante a história, mas é possível investigar as plantas usadas como base e compreender seus efeitos.

A muito falada e conhecida "poção do amor" resultava em efeitos afrodisíacos como elevação do ânimo, euforia e alucinações. Sua mistura continha substâncias como a Escopolamina, Atropina e Hiosciamina, presentes em plantas como a Beladona (Atropa belladonna), meimendro ou belenho (Hyosciamus niger) e mandrágora (Mandragora officinarum). Em grande dose, provocava estimulação seguida de depressão, e em pequena dose diminuição salivar, brônquica e a sudorese.

O famoso estereótipo de bruxas em vassouras pode ser explicado por substâncias que após serem passadas em cabos de vassouras e ao entrar em contato com as mucosas da pele geravam alucinações. Também há indícios de algumas mulheres que utilizavam massagens e ervas misteriosas para "voar" em encontro à satanás e outros demônios. Relatos de supostas poções revelam presença de drogas psicotrópicas alucinógenas capazes de transmitir visões incríveis, a impressão de voo e outras sensações comparáveis à orgasmos.

Assim, o uso dessas ervas nas práticas das feiticeiras contribuiu para a ideia de opressão e desconfiança causada pelo medo que seus conhecimentos provocavam, fazendo com que muitos acreditassem que junto com o conhecimento médico elas também possuíam a capacidade de manipular humanos, a natureza e até o sobrenatural, o que foi visto como algo que servia ao mal e por isso deveria ser erradicado.

Dessa forma, instaurou-se uma figura de feiticeiras adoradoras do demônio e praticantes de atos diabólicos, sendo assim, bruxas. Essa imagem fez com que a igreja perseguisse todas praticantes de feitiçaria e  passou a culpá-las por acontecimentos negativos — como crises epidêmicas — gerando pânico e histeria entre a população.

No século XIII a Igreja cria o Tribunal do Santo Ofício — mais conhecido como inquisição — para impedir atos que iam contra sua crença, perseguindo e punindo seus praticantes. Características como marcas de nascença, pintas, verrugas, cicatrizes, aparência desagradável, deficiência, idade avançada ou beleza exuberante eram motivos passíveis a denúncias por bruxaria. Cerca de 100.000 mulheres, homens e crianças teriam sido mortos por tais acusações, em sua maioria pela fogueira ou estrangulamento.

Portanto, é importante darmos os devidos créditos a essas mulheres que foram perseguidas e mortas por terem ajudado a manter vivos importantes conhecimentos adquiridos ao longo de séculos sobre as plantas medicinais, que com o avanço científico tiveram suas propriedades reconhecidas e avançaram para a atual fitoterapia.

Desse modo auxiliando no surgimento da medicina alopática moderna, que consiste em tratar as doenças por meio de medicamentos que provocam uma reação contrária aos sintomas para assim reduzi-los ou neutralizá-los, sendo assim a forma de tratamento mais conhecida da medicina tradicional estando presente em cápsulas, comprimidos, xaropes, gotas, cremes etc.

Textos base (para saber mais):

UFJF, Fitoterapia. Programa de Plantas Medicinais e Terapias Não-convencionais. Link: https://www.ufjf.br/proplamed/atividades/fitoterapia/

Morais, Guilherme Barbosa; Moura, João Paulo Carvalho; Silva, Tatyara Monteiro da. Do que eram feitas as poções das bruxas na Idade Média? Guia dos Entusiastas da Ciência. 2021. Link: https://gec.proec.ufabc.edu.br/ciencia-ao-redor/do-que-eram-feitas-as-pocoes-das-bruxas-na-idade-media/

Sterza, Valentino. Plantas mágicas no Medievo: mulheres, magia e Igreja. UFPB, Centro de Educação. Graduação em Ciências da Religião. 2019. Link: https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/16652/1/VS31102019.pdf

Almeida, Luciene. Onde há bruxas, Alquimia e cientistas. NewsLab. 13 dez 2021. Link: https://newslab.com.br/secao-lady-news-onde-ha-bruxas-alquimistas-e-cientistas/

Pissurno, Fernanda Paixão. Caça às bruxas. InfoEscola. Link: https://www.infoescola.com/historia/caca-as-bruxas/

 Nosso Jogo!

O Mestre Boticário



domingo, 5 de março de 2023

Visita ao Parque Quinta da Boa Vista e ao Museu do Amanhã no Rio de Janeiro em 22 de novembro de 2022

Passeio da Escola

Maria Eduarda da Costa Silva

No dia 22 de novembro de 2022, alguns de nós, alunos do Colégio Estadual de Araras, fizemos uma visita ao Parque da Quinta da Boa Vista e ao Museu do Amanhã.

O passeio começou quando, por volta de 8 horas, estávamos todos no ônibus, rumo ao primeiro destino, o Parque da Quinta da Boa Vista.

Logo de início já tivemos uma reflexão com nosso professor Cláudio. Ele nos contou um pouco sobre como ele estava extremamente feliz por ver seus alunos se interessando em aprender, e sempre o apoiando e ajudando, nos contou de como os alunos do Estadual são diferentes. E isso nos fez refletir, de como estamos no caminho certo para mudar esse mundo, com inteligência, persistência, carinho e respeito, e que devemos continuar assim.

Bom, e ao decorrer de muitas risadas, cantorias, brincadeiras, e curiosidades com o professor Cláudio, como por exemplo, o motivo do porquê da existência do muro que separa a Linha Vermelha da favela, chegamos ao Parque (imagem 1). Um lugar recheado de paz, de cor, de alegria. Sem dúvidas um lugar maravilhoso. Lá, os alunos se dividiram e foram explorar o local e, em meio a praças bonitas, achamos o Museu Nacional (imagem 2), onde encontramos uma pequena amostra de cristais do que sobrou do incêndio de 2018 (imagens 3, 4, 5, 6, 7).

 





Com nossa visita ao Museu, fizemos algumas descobertas. Ele é um museu de História Natural, criado por D. João VI, em 1818, inicialmente localizado no Campo de Santana, mas desde 1892, está instalado no Palácio de São Cristóvão. Ele continha aproximadamente 20 milhões de itens em seu acervo, entretanto, apesar de ser um local importantíssimo começou a sofrer com a falta de assistência do Governo, o que levou ao desgaste da fiação elétrica, o que acarretou o incêndio de 2018. A estimativa é que museu só ficará pronto/recuperado em 2027. Pois é, são 9 anos de reconstrução, e mesmo assim ele nunca voltara a ser como era antes, pois perdeu-se aproximadamente 85% do seu acervo. Sim, o museu que foi considerado um dos maiores museus de História Natural e de Antropologia das Américas, hoje não tem quase nada. Um fato muito interessante comentado pelo professor Cláudio é que muitos museus pelo mundo estão ajudando na recuperação do Museu Nacional com doações de peças para seu novo acervo.

Saímos de lá carregados de conhecimentos, com a promessa de voltarmos em 2027, e com um aviso: “Todos que por aqui passem protejam esta laje, pois ela guarda um documento que revela a cultura de uma geração e um marco na história de um povo que soube construir seu próprio futuro." (imagens 8, 9).


Ao meio-dia nos encontramos novamente para seguir ao nosso próximo destino, o Museu do Amanhã. Depois de caminhar um pouco chegamos, e todos nós já ficamos chocados de como o local é grande e cheio de coisas legais. O esquema foi o mesmo, os alunos se dividiram e foram explorar... e descobrimos muitas coisas. O museu por meio de ambientes audiovisuais, exposições surreais, instalações interativas e jogos leva o público a examinar o passado, entender a atualidade e imaginar futuros possíveis. Vemos que o museu e muito receptivo e inclusivo, pois se fazem presentes três línguas (português, inglês e espanhol) para os visitantes, e aqueles que possuem alguma deficiência visual ou auditiva também conseguem participar das atrações. Aqui serão citadas algumas das diversas exposições que se faziam presentes:

- Quatro Oceanos (imagem 10), aqui os diferentes fluxos do planeta são representados pelos movimentos de tecidos.

 

- Coração (imagens 11, 12, 13), onde é apresentado para o público o funcionamento do coração, maquetes de várias partes do coração, e oferece ao público a experiência de poder escutar diversas histórias emocionantes de superação.



 

- Cubo da Vida (imagens 14, 15, 16), vemos várias fotos de como nosso ecossistema é imenso e bonito, nos faz refletir sobre como estamos cuidando dele.

 




- Nhande Marandu (imagens 16), nos mostra com produções contemporâneas a história da etnomídia indígena, ou seja, alguns meios de comunicação deles.

 

- Diferenças (imagens 17, 18, 19, 20, 21), nos mostra quão diferentes e diversificados nós somos, evidenciando que nosso planeta é regado por culturas e que devemos dar mais atenção a elas.

 






- Amazônia (imagens 22, 23, 24, 25), com certeza uma das melhores exposições foi essa, ela traz fotografias impressionantes sobre a floresta, rios, montanhas e a vida nas comunidades indígenas. A exposição é resultado de sete anos de experiências de Sebastião Salgado na Amazônia Brasileira. As histórias e as fotos nos comovem, nos inspiram, nos impressionam, e nos fazem refletir e chamar a nossa atenção para o pedido de socorro dos povos e do ecossistema que estão morrendo aos poucos.




 

- Churinga (imagens 26, 27), é um objeto aerófano, ou seja, ele produz som através da vibração do ar. Era e é utilizando por muitas comunidades, seja para espantar animais a se comunicar.


 

- Antropoceno (Imagens 28, 29, 30, 31), nessa exposição, seis totens altos trazem conteúdo audiovisual sobre como moldamos o planeta e suas mudanças climáticas extremas, ou seja, é o espelho do nosso planeta.




 

E muitas outras...

Essas são apenas uma parte de tudo, o resto só vendo com seus próprios olhos, e prometo que você não se arrependerá. Foi uma experiência única e com certeza incrível, você sai carregado de conhecimento e com um questionamento: “Como eu quero o meu amanhã?”

Agradecimentos:

Deixo aqui o agradecimento de todos os alunos, ao professor Cláudio e ao Reginaldo, por terem nos proporcionados uma experiência como essa.

Agradecimento também, aos alunos presentes, pelo interesse e importância dada ao conhecimento e ao futuro.




 








E agora a pergunta que não quer calar: qual o próximo destino?

Banner do Frontão da Entrada do Laboratório 06 de junho de 2024