Passeio da Escola
Maria Eduarda da Costa Silva
No dia 22 de novembro de 2022, alguns de nós, alunos do Colégio Estadual de Araras, fizemos uma visita ao Parque da Quinta da Boa Vista e ao Museu do Amanhã.
O passeio começou quando, por volta de 8 horas, estávamos todos no ônibus, rumo ao primeiro destino, o Parque da Quinta da Boa Vista.
Logo de início já tivemos uma reflexão com nosso professor Cláudio. Ele nos contou um pouco sobre como ele estava extremamente feliz por ver seus alunos se interessando em aprender, e sempre o apoiando e ajudando, nos contou de como os alunos do Estadual são diferentes. E isso nos fez refletir, de como estamos no caminho certo para mudar esse mundo, com inteligência, persistência, carinho e respeito, e que devemos continuar assim.
Bom, e ao decorrer de muitas risadas, cantorias, brincadeiras, e curiosidades com o professor Cláudio, como por exemplo, o motivo do porquê da existência do muro que separa a Linha Vermelha da favela, chegamos ao Parque (imagem 1). Um lugar recheado de paz, de cor, de alegria. Sem dúvidas um lugar maravilhoso. Lá, os alunos se dividiram e foram explorar o local e, em meio a praças bonitas, achamos o Museu Nacional (imagem 2), onde encontramos uma pequena amostra de cristais do que sobrou do incêndio de 2018 (imagens 3, 4, 5, 6, 7).
Com nossa visita ao Museu, fizemos algumas descobertas. Ele é um museu de História Natural, criado por D. João VI, em 1818, inicialmente localizado no Campo de Santana, mas desde 1892, está instalado no Palácio de São Cristóvão. Ele continha aproximadamente 20 milhões de itens em seu acervo, entretanto, apesar de ser um local importantíssimo começou a sofrer com a falta de assistência do Governo, o que levou ao desgaste da fiação elétrica, o que acarretou o incêndio de 2018. A estimativa é que museu só ficará pronto/recuperado em 2027. Pois é, são 9 anos de reconstrução, e mesmo assim ele nunca voltara a ser como era antes, pois perdeu-se aproximadamente 85% do seu acervo. Sim, o museu que foi considerado um dos maiores museus de História Natural e de Antropologia das Américas, hoje não tem quase nada. Um fato muito interessante comentado pelo professor Cláudio é que muitos museus pelo mundo estão ajudando na recuperação do Museu Nacional com doações de peças para seu novo acervo.
Saímos de lá carregados de conhecimentos, com a promessa de voltarmos em 2027, e com um aviso: “Todos que por aqui passem protejam esta laje, pois ela guarda um documento que revela a cultura de uma geração e um marco na história de um povo que soube construir seu próprio futuro." (imagens 8, 9).
Ao meio-dia nos encontramos novamente para seguir ao nosso próximo destino, o Museu do Amanhã. Depois de caminhar um pouco chegamos, e todos nós já ficamos chocados de como o local é grande e cheio de coisas legais. O esquema foi o mesmo, os alunos se dividiram e foram explorar... e descobrimos muitas coisas. O museu por meio de ambientes audiovisuais, exposições surreais, instalações interativas e jogos leva o público a examinar o passado, entender a atualidade e imaginar futuros possíveis. Vemos que o museu e muito receptivo e inclusivo, pois se fazem presentes três línguas (português, inglês e espanhol) para os visitantes, e aqueles que possuem alguma deficiência visual ou auditiva também conseguem participar das atrações. Aqui serão citadas algumas das diversas exposições que se faziam presentes:
- Quatro Oceanos (imagem 10), aqui os diferentes fluxos do planeta são representados pelos movimentos de tecidos.
- Coração (imagens 11, 12, 13), onde é apresentado para o público o funcionamento do coração, maquetes de várias partes do coração, e oferece ao público a experiência de poder escutar diversas histórias emocionantes de superação.
- Cubo da Vida (imagens 14, 15, 16), vemos várias fotos de como nosso ecossistema é imenso e bonito, nos faz refletir sobre como estamos cuidando dele.
- Nhande Marandu (imagens 16), nos mostra com produções contemporâneas a história da etnomídia indígena, ou seja, alguns meios de comunicação deles.
- Diferenças (imagens 17, 18, 19, 20, 21), nos mostra quão diferentes e diversificados nós somos, evidenciando que nosso planeta é regado por culturas e que devemos dar mais atenção a elas.
- Amazônia (imagens 22, 23, 24, 25), com certeza uma das melhores exposições foi essa, ela traz fotografias impressionantes sobre a floresta, rios, montanhas e a vida nas comunidades indígenas. A exposição é resultado de sete anos de experiências de Sebastião Salgado na Amazônia Brasileira. As histórias e as fotos nos comovem, nos inspiram, nos impressionam, e nos fazem refletir e chamar a nossa atenção para o pedido de socorro dos povos e do ecossistema que estão morrendo aos poucos.
- Churinga (imagens 26, 27), é um objeto aerófano, ou seja, ele produz som através da vibração do ar. Era e é utilizando por muitas comunidades, seja para espantar animais a se comunicar.
- Antropoceno (Imagens 28, 29, 30, 31), nessa exposição, seis totens altos trazem conteúdo audiovisual sobre como moldamos o planeta e suas mudanças climáticas extremas, ou seja, é o espelho do nosso planeta.
E muitas outras...
Essas são apenas uma parte de tudo, o resto só vendo com seus próprios olhos, e prometo que você não se arrependerá. Foi uma experiência única e com certeza incrível, você sai carregado de conhecimento e com um questionamento: “Como eu quero o meu amanhã?”
Agradecimentos:
Deixo aqui o agradecimento de todos os alunos, ao professor Cláudio e ao Reginaldo, por terem nos proporcionados uma experiência como essa.
Agradecimento também, aos alunos presentes, pelo interesse e importância dada ao conhecimento e ao futuro.
E agora a pergunta que não quer calar: qual o próximo destino?



































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